O amor está dentro. O amor não está fora. Não está na carência compartilhada entre duas metades. O amor é inteiro, ele transborda espontaneamente. A expectativa de que o seu amor se encontra no outro corrompe todas as possibilidades de ser feliz neste momento, no aqui e agora.

O que nos traz a reflexão: você está receptivo ao amor? Você ama a si mesmo antes de tentar ser amado? “…Amai o próximo como a ti mesmo!” Você verdadeiramente entendeu o que dizia o messias? A grande maioria não. Não fomos educados para essa compreensão. Mesmo por quem fala em nome de Deus. Mas acredito, estamos no caminho… No caminho do amor, do perdão, da compaixão e do agradecimento pela vida, esta que desperdiçamos tentando romper padrões limitante seguindo os mesmos paradigmas, como então se tornar diferente? Se buscamos mudar tentando seguir os mesmos horários e compromissos rígidos, se não somos gentis consigo mesmo, se a aceitação do que é nos ofende bruscamente quando temos a oportunidade de uma visão através de um ângulo privilegiado da própria experiência inquestionável, sabendo-se que apenas o silenciar poderá trazer o entendimento e percepção de como realmente somos. O eterno retornar… como seria se sua vida se repetisse por toda a eternidade do momento que nasceu até hoje? Seria um presente divino ou o inferno na terra?

As instituições mercenárias te oferecem o amor fora de ti mesmo, lhe prometem o Éden por míseros tostões com escritura e com firma reconhecida se não pelo próprio Deus pelo seus procuradores.

A vida é o próprio amor, que lhe impõe desafios e contribui verdadeiramente para sua evolução, a vida não julga, ela acontece, querendo ou não, gostando ou não, agradando ou não, ela acontece, brota de dentro e te oferece infinitas possibilidades, e você cresce, aprende, se torna digno, compartilha quando a vida transborda, inteiro e não migalhas que aprendemos a mendigar ao longo da vida. E um dia a gente aprende, mais cedo ou mais tarde a gente aprende. Não devemos desistir do caminho ou procurar atalhos, a vida verdadeiramente lhe ensina quando lhe provoca, quando algo aparentemente fácil se torna incômodo, instiga, desperta sua curiosidade, mexe nos seus padrões, descortinasse então o verdadeiro presente que o universo nos abençoa, o reflexo do próprio ser, invisível à frente do ego superior e questionador da mente.

A vida em sua abundância lhe convida a libertar-se dos velhos padrões, das velhas queixas, desconstruindo o caminho que já não cabe seus novos sonhos, criando assim um caminho que vem de dentro, da verdadeira fonte, o caminho do amor.

Jivan Pramod

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