Muito se fala sobre a “questionável” linha tênue dos atendimentos que muitos profissionais que hora denominados terapeutas tântricos ou massagistas tântricos aplicam diariamente. A algum tempo atrás, um comentário no facebook em uma publicação que falava sobre os benefícios do método de massagem tântrica para qualidade eretiva, dizia que: – punheta não é tantra! Me chamou muito a atenção o comentário ser advindo do perfil de um senhor com aproximadamente 60 anos, que provavelmente não leu do que se tratava o texto, mas que aparentava discernimento coerente com os demais textos que publicava sobre outros assuntos.

Em seguida, outro comentário do distinto senhor: – Porquê “terapeuta fulano” falou em “determinada emissora” que a massagem tântrica é punheta de rico!

Pois bem, é parte da cultura mundial, generalizar profissionais que não condizem com a expectativa do que determina a boa ética. Assim acontece com médicos, policiais, juízes, políticos, e… Terapeutas tântricos de diversas escolas pelo mundo não seria exceção, ainda mais por se tratar de um assunto tão polêmico durante a longa história da humanidade, a sexualidade.

Mas sim, no primeiro comentário, o coerente senhor tinha razão: Punheta não é Tantra! E parte do segundo comentário, ele também tinha razão, a “terapeuta fulana” falou em “determinada emissora” que a massagem tântrica, no que dizia o dito popular, era punheta de rico! Essa era a única referência que ele tinha sobre o assunto, a reportagem que havia assistido do que citou em questão.

Sempre reforço sobre a procura segura de um terapeuta que tenha uma formação adequada e que se investigue as atividades desse profissional, bem como a Instituição a que ele representa. Ainda existe uma dificuldade na regulamentação dessa atividade, mas em algumas cidades do País, é possível o credenciamento desse profissional em orgãos regulamentadores, com devida permissão para fiscalizar qualquer atividade considerada duvidosa. No Paraná por exemplo, existe o SINTHALPAR, sindicato do terapeutas complementares em saúde humana, que regulamenta todos os profissionais dessa categoria como terapeutas alternativos na Prefeitura de Curitiba. E SIM, o Terapeuta Tântrico que trabalha dentro de uma proposta de cura, de desenvolvimento da sexualidade humana resgatando o ser humano da medíocre conformação da sua potencialidade, faz parte desse quadro de profissionais, devidamente regulamentados pela prefeitura, pelo sindicato, pelas unidades que atuam com alvará da Prefeitura e da Vigilância Sanitária, além de credenciados por uma Instituição de ensino que deva dar credibilidade em todo território Nacional onde ele atua.

No Tantra, não há espaço para prostituição, para o sexo inconsciente e primitivo. É inconcebível que na busca por uma experiência de cura, de expansão de consciência através da mobilização da energia orgástica, que é completamente livre do sexo e dos próprios genitais, seja oferecido algo dentro dos padrões convencionais, onde não se altera ou modifica códigos e comportamentos limitantes, que reforçam o condicionamento das disfunções sexuais físicas e emocionais que hoje sofrem tantos homens e mulheres em uma sociedade pouco gentil com este tema.

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