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Café com Tantra

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mês

novembro 2015

Oxitocina, a molécula da moral

Leite materno: a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida previne contra sintomas relacionados à asma

Oxitocina: o hormônio, diretamente relacionado com a amamentação e o parto, é o responsável pelo vínculo entre mãe e filho(Thinkstock/VEJA)

 

No livro ‘A Molécula da Moralidade’, o neuroeconomista americano Paul Zak eleva o papel do hormônio oxitocina a novos patamares — mais do que ajudar mulheres no parto e na amamentação, ele é, em última instância, o responsável pelas relações de confiança na sociedade e na economia.

Na segunda metade do século XVIII, Adam Smith publicou um livro que se transformaria em um dos pilares intelectuais do capitalismo. Em A Riqueza das Nações, o economista escocês defendia a tese de que o crescimento econômico provinha da busca do interesse próprio. Smith, no entanto, também defendia que “o homem é, por natureza, um ser com compaixão.” Paul Zak, economista e diretor do Centro de Neuroeconomia da Universidade Claremont, na Califórnia, tem outro nome para a compaixão descrita por Smith: oxitocina. Em seu mais recente livro A Molécula da Moralidade (Editora Elsevier, R$ 65,90), que será publicado em julho no Brasil, Zak defende que esse hormônio, ao promover a confiança entre indivíduos, é a ‘cola’ que une famílias e sociedades.

A oxitocina foi descoberta em 1909, quando o farmacologista inglês Henry H. Dale notou que o hormônio levava à contração do útero em gatas grávidas. Dois anos após o achado, a oxitocina já começava a ser usada por médicos para induzir o parto em gestantes. O hormônio viria a ser vinculado ainda à amamentação – ao estimular a musculatura da glândula mamária, facilitando a expulsão do leite. “Depois, ele passou a ser chamado de hormônio do amor, porque é liberado durante o ato sexual e o beijo”, diz Pedro Saddi, endocrinologista e professor da Universidade Federal Paulista (Unifesp). Nos últimos anos, no entanto, uma série de pesquisas começou a sugerir que a substância tem um papel crucial de reguladora do comportamento social. Descobriu-se, por exemplo, que a oxitocina estava relacionada às ações de confiança e cooperação entre animais (é a molécula que faz roedores tolerarem outros membros da espécie em tocas apertadas, por exemplo). Em 2003, um estudo realizado pela Universidade de Maryland e publicado no periódico Behavioral Neuroscience demonstrou que o hormônio era responsável pelo comportamento monogâmico entre as ratazanas da pradaria (Microtus ochrogaster). Continuar lendo “Oxitocina, a molécula da moral”

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O que há por trás da cortina do Amor

Quando você começa a se relacionar com seres humanos, você tem que levar em consideração que seres humanos não são coisas, são consciências. Você não pode dominá-los – embora quase todo mundo esteja tentando fazer isso e, dessa forma, estragando toda a vida do outro.

No momento em que você domina um ser humano, você está criando um inimigo, porque esse ser humano também quer dominar.
Você pode chamar isso de amor, pode chamar de amizade, mas por trás da cortina de amizade e amor e fraternidade há um profundo desejo de poder. Você quer dominar, você não quer ser dominado.
Com seres humanos, você estará em constante conflito. Quanto mais próximos vocês estiverem, mais conflito para machucar. Continuar lendo “O que há por trás da cortina do Amor”

Café con Tantra Panamá

Café con Tantra con Jivan Pramod en Panamá

Tratase de un encuentro para hablar sobre los trabajos con la descarga de emociones reprimidas a partir de la manipulación criteriosa de estados vibracionales. Este processo interfiere en las emociones y en el comportamiento, e impacta directamente en los relacionamentos afectivos y sociales. Como resultado, es posible curar fobias, obsesiones, ansiedades, miedos y otras dificultades que afectam las relaciones del bienestar humano.

Tendrás la oportunidad de conocer como conectarte con tu aspecto sagrado, relaciones energéticas en vários niveles, como mobilizar la energía, alcanzando el uso transcendente de los sentidos. Irás experimentar una demonstración de meditaciones que objetivam la abertura y la expansión del corazón, del amor, de la confianza y de la auto-estima.

El encuentro acontece en el Reloj del las flores, en Cinta Costera, Av. Balboa. | NECESSITA CONFIRMACIÓN

***GRATUITO***

PD:
En los dias 24 y 25 habrá agenda abierta para sesiones de masaje tantrico con Jivan Pramod y Gabi Bernardes

El Arte de Compartir (A Arte de Compartilhar )

**********Te esperamos**********

Inscripciones e Informaciones:
Gabi Bernardes (Satya Kali) | Jivan Pramod
Whatsapp + 55 21 99839-3532 | +55 41 9870-1000
gabi.bernardes.tantra@gmail.com | jivan.pramod.tantra@gmail.com

A Polêmica: Tantra X Prostituição

Muito se fala sobre a “questionável” linha tênue dos atendimentos que muitos profissionais que hora denominados terapeutas tântricos ou massagistas tântricos aplicam diariamente. A algum tempo atrás, um comentário no facebook em uma publicação que falava sobre os benefícios do método de massagem tântrica para qualidade eretiva, dizia que: – punheta não é tantra! Me chamou muito a atenção o comentário ser advindo do perfil de um senhor com aproximadamente 60 anos, que provavelmente não leu do que se tratava o texto, mas que aparentava discernimento coerente com os demais textos que publicava sobre outros assuntos.

Em seguida, outro comentário do distinto senhor: – Porquê “terapeuta fulano” falou em “determinada emissora” que a massagem tântrica é punheta de rico!

Pois bem, é parte da cultura mundial, generalizar profissionais que não condizem com a expectativa do que determina a boa ética. Assim acontece com médicos, policiais, juízes, políticos, e… Terapeutas tântricos de diversas escolas pelo mundo não seria exceção, ainda mais por se tratar de um assunto tão polêmico durante a longa história da humanidade, a sexualidade.

Mas sim, no primeiro comentário, o coerente senhor tinha razão: Punheta não é Tantra! E parte do segundo comentário, ele também tinha razão, a “terapeuta fulana” falou em “determinada emissora” que a massagem tântrica, no que dizia o dito popular, era punheta de rico! Essa era a única referência que ele tinha sobre o assunto, a reportagem que havia assistido do que citou em questão.

Sempre reforço sobre a procura segura de um terapeuta que tenha uma formação adequada e que se investigue as atividades desse profissional, bem como a Instituição a que ele representa. Ainda existe uma dificuldade na regulamentação dessa atividade, mas em algumas cidades do País, é possível o credenciamento desse profissional em orgãos regulamentadores, com devida permissão para fiscalizar qualquer atividade considerada duvidosa. No Paraná por exemplo, existe o SINTHALPAR, sindicato do terapeutas complementares em saúde humana, que regulamenta todos os profissionais dessa categoria como terapeutas alternativos na Prefeitura de Curitiba. E SIM, o Terapeuta Tântrico que trabalha dentro de uma proposta de cura, de desenvolvimento da sexualidade humana resgatando o ser humano da medíocre conformação da sua potencialidade, faz parte desse quadro de profissionais, devidamente regulamentados pela prefeitura, pelo sindicato, pelas unidades que atuam com alvará da Prefeitura e da Vigilância Sanitária, além de credenciados por uma Instituição de ensino que deva dar credibilidade em todo território Nacional onde ele atua.

No Tantra, não há espaço para prostituição, para o sexo inconsciente e primitivo. É inconcebível que na busca por uma experiência de cura, de expansão de consciência através da mobilização da energia orgástica, que é completamente livre do sexo e dos próprios genitais, seja oferecido algo dentro dos padrões convencionais, onde não se altera ou modifica códigos e comportamentos limitantes, que reforçam o condicionamento das disfunções sexuais físicas e emocionais que hoje sofrem tantos homens e mulheres em uma sociedade pouco gentil com este tema.

O Orgasmo Terapêutico

O orgasmo foi objeto de estudos por parte de Hipócrates e Galeno (400 A.C.) e também por Avicena e Maimonides na Idade Média. Consta na literatura que eles criaram métodos terapêuticos para a estimulação dos tecidos genitais para desencadearem o orgasmo. O tema não é novo e essas práticas tornaram-se comuns, sendo utilizadas até os anos 30, aproximadamente. Naquela época, os médicos prescreviam o orgasmo como um recurso terapêutico para tratar as mulheres com várias enfermidades, sendo a mais comum a histeria, (um conveniente e abrangente “diagnóstico” dado às mulheres que não “conseguiam” se adequar às convenções determinadas pela sociedade). O orgasmo, ou “massagem médica”, era prescrita regularmente. Infelizmente, depois de Freud, a medicina aboliu o recurso terapêutico do orgasmo e passou a utilizar-se apenas da psicoterapia. Continuar lendo “O Orgasmo Terapêutico”

Sobre a fisiologia da hiperventilação

Por José Maria Martins
Introdução

A intensificação voluntária do ritmo respiratório para além da demanda metabólica provoca, geralmente,  uma série de reações. As duas mais comuns são manifestações emocionais intensas e uma variedade de sintomas físicos cujas características examinaremos mais adiante. Os motivos e o significado psicodinâmico destas reações foram abordados no texto A restauração do sistema emocional.  Examinaremos aqui os mecanismos fisiológicos subjacentes, até onde são compreendidos atualmente.

O aumento acentuado do ritmo respiratório  leva a uma eliminação rápida de grandes quantidades de dióxido de carbono,  provocando uma queda nos níveis da pressão arterial de CO2 (PCO2)  e, assim, a uma alcalose respiratória. A diminuição do nível sangüíneo de dióxido de carbono (hipocapnia) induzida pela hiperventilação  tem um efeito imediato sobre a circulação cerebral. O dióxido de carbono é o mais importante regulador do tônus cerebral vascular. A hipocapnia causa uma vasoconstrição imediata levando à hipóxia cerebral. Os efeitos da hipóxia são potencializados pelo efeito da alcalose   sobre a curva de dissociação da hemoglobina, que é desviada para a esquerda (efeito de Bohr). O efeito do desvio é uma diminuição tanto da quantidade de oxigênio  disponível a partir da hemoglobina quanto do ritmo de sua liberação.  O resultado final é que há menos sangue no cérebro, menos oxigênio,  e este é liberado mais lentamente. Tais efeitos são imediatos. Por isso as manifestações mais comuns e mais rapidamente produzidas  pela hipocapnia são  tonteira e perturbações visuais. A tonteira é um efeito que se observa quase sempre que uma pessoa inicia o processo de intensificação voluntária da respiração. Entretanto, ela desaparece rapidamente, pois os mecanismos de auto-regulagem do organismo logo entram em ação.

Um aspecto  interessante do fenômeno, principalmente devido ao seu potencial  terapêutico  inerente, é que a vasoconstrição cerebral conseqüente à hipocapnia é diferenciada, isto é, algumas áreas são mais afetadas por ela, enquanto outras o são menos,  ou nada. É compreensível que aquelas estruturas responsáveis pela manutenção das funções vitais, por exemplo, sejam mais resistentes a flutuações potencialmente prejudiciais. Já as áreas corticais, menos importantes para a sobrevivência imediata, podem ser mais facilmente afetadas sem risco para o organismo. Enfim, as oscilações hemodinâmicas derivadas da hipocapnia levam a uma modificação do funcionamento das estruturas cerebrais. Esta modificação leva a uma substituição da integração cortical pela diencefálico-estriada, isto é, os mecanismos corticais de controle encontram-se temporariamente atenuados em favor dos diencefálicos. Em pesquisa realizada na Rússia sobre os efeitos fisiológicos de técnicas respiratórias utilizadas com objetivos terapêuticos, os dados experimentais mostraram que as pessoas são capazes de manter, através do controle voluntário da respiração, o nível de hipocapnia necessário para induzir tal modificação do estado de consciência (Terekhin, 1996).

Essa modificação parece ser responsável pela ativação dos mecanismos endógenos que levam à restauração do equilíbrio emocional através das manifestações emocionais intensas  que ocorrem  com a aplicação das  técnicas de respiração controlada utilizadas no workshop A conexão mente-corpo e em outros contextos terapêuticos. Estando os controles corticais temporariamente inibidos e as estruturas subcorticais liberadas, e ativadas,  mecanismos endógenos de auto-regulagem  entram em ação, processos emocionais incompletos são ativados e tendem a se completar autonomamente. Dito de outra forma, a pessoa vive o que precisa viver para se equilibrar, experienciando  sentimentos que estavam bloqueados (bem como as memórias a eles associadas), de acordo com sua psicodinâmica específica,  e os integra à consciência. Isomorficamente, no nível puramente biológico, isto significa que o organismo está  eliminando a carga alostática.

A síndrome de hiperventilação

Uma palavra sobre respiração acentuada e a chamada síndrome de hiperventilação. A definição fisiológica de hiperventilação é: um aumento da periodicidade do ciclo respiratório normal, inconsistente com a demanda metabólica, que pode levar à redução da pressão arterial de CO2 (PCO2) e à alcalose respiratória. Esta combinação  pode provocar tanto uma vasoconstrição em determinados leitos vasculares quanto uma hiperexcitabilidade neuronal que parece ser responsável por sintomas envolvendo a maioria dos sistemas corporais. A síndrome de hiperventilação  descreve um conjunto de sintomas somáticos e psicológicos supostamente resultantes da hiperventilação episódica ou crônica.

Muitas manifestações psicossomáticas foram descritas no passado nas quais a hiperventilação desempenhava algum papel, mas o conceito de síndrome de hiperventilação foi usado pela primeira vez em 1938 para definir pacientes com sintomas somáticos de hipocapnia e ansiedade (Kerr et al., 1938). O tema foi ampliado por outros autores e mais tarde chegou-se a uma definição aceita por um grande número de especialistas: uma síndrome induzida pela hiperventilação fisiologicamente inapropriada e usualmente reproduzida no todo ou em parte pela hiperventilação voluntária. Entretanto, o termo síndrome de hiperventilação tem sido usado em contextos tão diversos e é um conceito tão marcado por controvérsias que deixou de ter um significado universal. Para uma revisão das principais questões e polêmicas relacionadas, ver Gardner (1996), Hornsveld et al (1997) e Folgering (1999).

Os sintomas mais comuns descritos na literatura médica como resultantes da hiperventilação são: 1) cardiovasculares: palpitações, taquicardia, dor precordial, fenômeno de Raynaud; 2) neurológicos: tonteira, alteração da consciência, visão borrada, parestesias, dormência ao redor da boca, pés e mãos frios; 3) respiratórios: falta de ar, dor torácica, respiração curta; 4) gastrointestinais: disfagia, dor epigástrica, distensão abdominal; 5) musculoesqueléticos: dores musculares, tremores, tetania (enrijecimento das extremidades); 6) psíquicos: ansiedade e medo; 7) gerais: fadiga, fraqueza, exaustão, sonolência (Lum, 1975).

Não é por acaso, como veremos adiante, que  todos são sintomas que aparecem de forma crônica nas diversas formas de somatização. Na realidade, eles não são provocados pela hiperventilação, mas apenas ativados por ela. Todos aqueles sintomas são reações a processos latentes pré-existentes no organismo, os quais são intensificados ou desbloqueados pela hiperventilação. Tanto é  assim que nenhum deles é encontrado sempre como reação à hiperventilação, nem mesmo a tetania e as parestesias, considerados por alguns autores como os únicos que seriam específicos. Além disso, todos eles desaparecem se o processo de hiperventilação continua por um período de tempo adequado, como nas técnicas mencionadas. E, mais ainda, depois de realizadas as técnicas e resolvidas as questões psicodinâmicas (tendo se restaurado o equilíbrio emocional), a hiperventilação não mais provoca reação alguma, nem física, nem emocional.

O aparecimento de sintomas durante a hiperventilação voluntária é geralmente usado como base para o diagnóstico da síndrome, mas sua validade foi questionada num estudo por Homsveld et al. (1996a; 1996b), com base na demonstração de que sintomas similares também são relatados mesmo quando a PC02 é artificialmente mantida em níveis normais durante a respiração voluntariamente aumentada. Estes autores acabaram mesmo recomendando que o diagnóstico de síndrome da hiperventilação crônica seja evitado.

Outros autores (Dent et al., 1983) a consideraram como secundária a uma doença orgânica, principalmente a asma (Demeter et al., 1986). Também, como era de se esperar,  foi constatada uma relação complexa entre ansiedade e hiperventi1ação. Tanto a ansiedade pode ser induzida pela hiperventi1ação (Lum, 1987), quanto a hiperventi1ação pode ocorrer sem ansiedade (Bass et al., 1985). O mesmo se pode dizer da relação hiperventilação e pânico (Sikter et al., 2007)

Lum (1976) entende a hiperventilação como uma resposta condicionada e evita o uso do termo síndrome de hiperventilação. Já Gardner (1996) acredita que a hiperventilação resulta da interação de um conjunto de fatores fisiológicos e psicológicos e que a causa do aumento da respiração deve sempre ser procurada e documentada. O uso do diagnóstico síndrome de hiperventilação tende a eliminar a busca por fatores etio1ógicos subjacentes e pode ser perigoso nas emergências. Por este motivo, recomenda que não é útil, no contexto clínico, diagnosticar um paciente com hipocapnia como tendo síndrome de hiperventilação e que o termo deve ser abandonado.

Enfim, a bibliografia médica atual sugere que, devido à complexidade do assunto, as pesquisas médicas sobre hiperventilação espontânea devem contar com a colaboração de um psiquiatra ou psicólogo. Não se deve assumir automaticamente que qualquer paciente com hiperventilação espontânea tenha um estado de ansiedade patológica, ou qualquer outro distúrbio psiquiátrico, excluindo-se imediatamente uma causa orgânica. Da mesma forma, a investigação da hiperventilação deve ser incluída no exame psicológico/psiquiátrico.

Utilização terapêutica da respiração controlada

A respiração mais rápida e mais profunda utilizada terapeuticamente não deve de forma alguma ser confundida com a controversa síndrome de hiperventilação, pois a primeira é voluntária, não causa danos físicos,  seus efeitos  desagradáveis passam  e são seguidos por um estado de bem-estar. A observação de milhares de pessoas utilizando o MAE mostrou que (excluídos os casos com problemas orgânicos subjacentes) nenhum sintoma aparece sempre e mesmo aqueles que aparecem logo desaparecem se:

  1. uma expressão emocional plena ocorre;
  2. num contexto terapêutico adequado,  a respiração acentuada continua  por um período que varia de 45 minutos a 1 hora e meia, em média.

Em ambos os casos,  mecanismos psicofísiológicos de auto-regulagem são ativados e gradativamente se restabelece o equilíbrio emocional e físico. Como descrito em detalhes no texto A restauração do sistema emocional, diante da ativação respiratória (precedida pela devida preparação corporal e cognitiva e num contexto terapêutico adequado), ou os processos emocionais se completam, ou a pessoa reage com uma somatização imediata (as tetanias, parestesias, dores de cabeça, epigástricas, tremores etc. etc.). Se ela mantém a ativação por um período de tempo suficiente, estes mecanismos se tornam cada vez mais conscientes (um outro nome para esta técnica é intensificação energética da consciência) e o próprio organismo acaba encontrando uma forma de eliminá-los. A utilização desta técnica possibilita   uma observação direta e elucidativa do funcionamento dos mecanismos de somatização, além de  constituir um meio eficiente de eliminá-los.

Todos estes fatos indicam que  não existe uma reação específica à hiperventilação, porque a fisiologia da hiperventilação  confunde-se com a fisiologia das emoções e dos mecanismos de somatização. Ademais, não havendo processos emocionais  contidos, nem ativação, por motivos psicodinâmicos, de  mecanismos de somatização, a hiperventilação, por si só,  não provoca reação alguma.

Isso nos permite supor que a maioria das reações físicas descritas nos relatos médicos devem ser psicogênicas (isto é, resultantes de uma interferência com os processos emocionais). Muitos dos sintomas das síndromes de hiperventilação vistos nas salas de emergência médica ocorrem porque o material psicológico precisa de energia e de condições adequadas para se manifestar. Como a maioria dos médicos não tem treinamento para lidar com a manifestação de material psicológico intenso (nem uma sala de emergência é o ambiente adequado para tal), eles tendem a ver a imaginação poderosa, os sons emocionais, as contrações, contorções e movimentos intensos como patológicos. Assim, procuram controlá-los imediatamente (colocando o paciente para respirar num saco plástico ou administrando-lhe tranquilizantes), ao invés de permitir que as manifestações sigam seu curso normal e que os mecanismos homeostáticos entrem em ação.

Referências
BASS C. & GARDNER, W.N. Respiratory and psychiatric abnormalities in chronic symptomatic hyperventilation. BMJ, 1985,290, p. 1387-1390.
DEMETER, S.L. & CORDASCO, E.M. Hyperventilation syndrome and asthma. Am J. Med., 81, 1986, p. 989-994.
DENT, R. et al. Does the hyperventilation syndrome exist? Thorax, 38, 1983, p. 223.

FOLGERING, H. The hyperventilation syndrome. In: ALTOSE,  MD & KAWAKAMI, Y. (eds). Control of breathing in health and disease. New York/Basel: Marcel Dekker, 1999, p 663-660.

GARDNER, WN. The pathophysiology of hyperventilation disorders. Chest, 109, 1996 p516-534.

HORNSVELD, H. & GARSSEN, B. The low specificity of the Hyperventilation Provocation Test. J Psychosom Res. 1996b, Nov 41(5):435-49.

–  Double-blind placebo-controlled study of the hyperventilation provocation test and the validity of the hypervention syndrome. Lancet. 348,20/07/1996, p. 154-158.
– Hyperventilation syndrome: an e1egant but scientifically untenable concept. Neth. J. Med., 50, jan./1997, p. 13-20.

KERR, WJ et al. Physical  phenomena associated with anxiety states: the hyperventilation syndrome. Calif. Western Med. 48, 1938, p. 12-16.

LUM,, LC. Hyperventilation: the tip and the iceberg. J  Psychosom Res., 19, 1975, p 196-229.
– The syndrome of habitual chronic hyperventilation. Recent Adva71. Psychosom. Med. 3, 1976, p. 196-229.
– Hyperventilation syndromes in medicine and psychiatry: a review. lR Soco Med., 80,1987, p. 229-231.

SIKTER,  A. et al. The role of hyperventilation-hipocapnia in the pathomechanism of panic disorder. Rev Bras Psiq, 29-4, Dez 2007

TEREKHIN,P. I. The role of hypocapnia in inducing altered states of consciousness. Human Physiology. Nov-Dec; Vol 22(6): 730-735, 1996.

O Eletromagnetismo do Coração: cientistas apontam que o coração pensa e irradia

“O coração é também o primeiro órgão formado no útero. O resto vem depois”. Recentemente, neurofisiologistas ficaram surpresos ao descobrirem que o coração é mais um órgão de inteligência, do que (meramente) a estação principal de bombeamento do corpo.

Mais da metade do Coração é na verdade composto de neurônios da mesma natureza daqueles que compõem o sistema cerebral. Joseph Chilton Pearce-, autor de A biologia da Transcendência, chama a isto de ”o maior aparato biológico e a sede da nossa maior inteligência”.

O coração também é a fonte do corpo de maior força no campo eletromagnético. Cada célula do coração é única e na qual não apenas pulsa em sintonia com todas as outras células do coração, mas também produz um sinal eletromagnético que se irradia para além da célula.

Continuar lendo “O Eletromagnetismo do Coração: cientistas apontam que o coração pensa e irradia”

Meditação do Coração

Por Conceição Trucom*

Esta é uma meditação de origem Sufi, cujo principal objetivo é o centramento de todas as energias: físicas, emocionais, mentais e espirituais. Ninguém pode existir sem um centro. Mas este centro não tem que ser criado, somente redescoberto.

A personalidade é a circunferência, aquilo que é cultivado pela sociedade, que não é dada por Deus. É dada pela educação social, não pela natureza. Estar na periferia desta roda não nos dá condições de atuar na direção do movimento.

Nosso centro é a nossa essência, nossa natureza, que nos foi doada por Deus. Aliás, essa essência, segundo o Sufismo, é parte de Deus.

Encontrar o centro significa entrar em contato com o eixo, a possibilidade verdadeira, divina de dar direção, além da serenidade e a paz que lá se encontram, à vida. E, neste espaço, o relaxamento e a lucidez acontecem de forma natural. Surge então um caminhar com foco, um futuro consciente, mais assertivo, pacífico, uma possibilidade de chegada vitoriosa – a superação da dispersão, da confusão gerada pela distância do centro, da essência. No centro não existe medo, somente paz, fé e amor.

A filosofia Sufi, de origem greco-persa, parte do princípio de que somos todos partes do Divino, e que encarnamos para trabalhar a nossa evolução e consciência cósmica para REconexão com Ele.

Na Meditação do Coração, o foco está em concentrarmos todo o exercício na respiração, mais especificamente na EXPIRAÇÃO. O foco, através da respiração é o centramento, relaxamento, flexibilidade, reorganização celular e alinhamento dos chacras. A fonte para tais conquistas é a força do coração, da auto-estima e do amor incondicional que estão em nossa essência, nosso centro.

Trata-se de uma técnica de meditação ativa, realizada com estímulos sonoros através de uma musicalidade que tem uma sintonia absoluta com os ritmos do coração puro e saudável.

Heart ChakraEmbora não tenha sido criada pelo mestre indiano Osho, foi ele o responsável pelo seu resgate (juntamente com Krishinamurti) para o ocidente e a tornou uma ferramenta importante para os meditadores desta nova era.

O CD que acompanha a prática da Meditação do Coração (By Karunesh) tem 6 faixas, correspondentes aos 6 estágios desta técnica meditativa, e tem duração total de 47 minutos. Desta forma, não tem como o praticante perder o ritmo ou a concentração, pois os estímulos musicais têm como principal objetivo ancorar/sustentar o estado de alerta. Continuar lendo “Meditação do Coração”

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